CULTURA ÁRABE

Conto: O Viajante

Certa vez, vieram a corte do príncipe de Birkasha uma dançarina e seus músicos. Tendo sido admitida na corte, a jovem dançou a música da flauta, do alaúde e da cítara.

Executou a dança das chamas e do fogo e a dança das espadas e das lanças. Dançou as estrelas e o espaço, e, então, dançou a dança das flores ao vento.

Quando terminou, aproximou-se do príncipe e curvou o corpo, em reverência, diante dele.

O príncipe ordenou que ela se aproximasse e perguntou-lhe:

 “Bela mulher, filha da graça e do encanto, de onde vem sua arte e o que é este teu poder de comandar todos os elementos em seus ritmos e versos?”

E a dançarina, aproximando-se, curvou novamente o corpo em reverência e respondeu:

“Vossa alteza, sereníssimo senhor, eu não sei a resposta para tuas perguntas. Somente isto eu sei: a alma do filósofo habita tua mente, a alma do poeta habita o teu coração e a alma do cantor habita a tua garganta, mas a alma da dançarina habita o teu corpo inteiro.”

(Khalil Gibran)

 

Provérbios Árabes

"Não é mérito o fato de não termos caído, e, sim, o de termos levantado todas as vezes  que caímos."

"Quem estuda e não pratica o que aprendeu é como o homem que lavra e não semeia.”

"Deus ajuda aqueles que se ajudam a si mesmos."

"Quando você deseja algo do fundo do coração, o universo inteiro conspira a seu favor."

"A árvore quando está sendo cortada, observa com tristeza que o cabo do machado é de madeira."

“Quer saber quantos amigos você tem, dê uma festa. Quer saber a qualidade desses amigos, fique doente.”

“Três virtudes não saem de três defeitos: a honra não sai da baixaria, a paciência não sai da estupidez e a virtude não sai da maldade.”

 

Curiosidades

Na Turquia, a dança do ventre é chamada “gobek dans”. A dança foi criada sobre a influência de muitas culturas e, até hoje, continua a se desenvolver. Para mulheres da Arábia Saudita, a dança era considerada sagrada e não podia ser vista pelos homens.

Nos EUA, no início do século XX, a dança foi apresentada em Chicago com um nome francês, “danse du ventre”, razão pela qual foi traduzida para o inglês como “belly dance” e como “dança do ventre”, para o português.